Vereador cobra explicações sobre cancelas contra alagamentos que deixaram de ser acionadas automaticamente em Petrópolis
28/02/2026
(Foto: Reprodução) Vereador cobra explicações sobre cancelas contra alagamentos que deixaram de ser acionadas automaticamente em Petrópolis
Priscila Torquato
As cancelas instaladas para impedir a circulação de veículos em pontos de alagamento nas ruas Coronel Veiga e Washington Luiz, em Petrópolis, são alvo de questionamentos na Câmara Municipal.
O vereador Thiago Damaceno (PSDB) enviou um requerimento de informações à Prefeitura de Petrópolis pedindo esclarecimentos sobre o funcionamento e a manutenção dos equipamentos de segurança.
Segundo o parlamentar, as barreiras físicas, criadas para bloquear automaticamente o tráfego em áreas inundadas, não estariam sendo utilizadas atualmente da forma prevista originalmente.
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Durante a audiência pública de prestação de contas do quadrimestre da Secretaria Municipal de Proteção e Defesa Civil, realizada no dia 24 de fevereiro, o vereador questionou o secretário da pasta, Guilherme Moraes, sobre o funcionamento das estruturas.
Na ocasião, o secretário admitiu que parte do equipamento deixou de ser utilizada e que, atualmente, o fechamento das vias passou a ser feito com apoio de viaturas e barreiras físicas móveis. Segundo ele, as cancelas continuam emitindo alertas, mas o braço mecânico não é mais acionado. “Na verdade, elas não descem mais o braço, fazem apenas sinal luminoso e sonoro”, afirmou.
Ainda de acordo com Moraes, a mudança ocorreu após danos frequentes aos equipamentos. “A empresa entendeu que toda vez que descia o braço havia a quebra das cancelas, então mudaram para o sinal luminoso”, explicou.
O secretário acrescentou que, nos pontos de risco, equipes posicionam viaturas para impedir a passagem de veículos e, em alguns locais, a CPTrans instala gradis como reforço. “O que temos feito é posicionar as viaturas para evitar a passagem.
Em alguns pontos a CPTrans coloca um gradil. Infelizmente a população não respeita. Já não respeitava o braço, quebrava. Hoje colocamos a viatura e o gradil para evitar que as pessoas passem”, disse.
As cancelas foram instaladas justamente para impedir que motoristas avancem por trechos alagados durante chuvas fortes, situação recorrente em períodos de grande volume de precipitação na cidade.
No requerimento, o vereador questiona se há contrato de manutenção em vigor, quando foi realizada a última manutenção dos equipamentos, qual a fonte de custeio do serviço e há quanto tempo as cancelas deixaram de operar com o acionamento automático.
Para Damaceno, a interrupção do uso da barreira física pode representar um retrocesso nas políticas de prevenção a desastres. “Em pleno verão, com previsão de altos índices de chuva, não podemos abrir mão de equipamentos fundamentais para a segurança da população”, destacou.
Questionamentos sobre o Cimop foram feitos separadamente
Em um requerimento distinto, o vereador também solicitou informações sobre o funcionamento do Centro Integrado de Monitoramento e Operações de Petrópolis (Cimop), que passa por processo de atualização tecnológica.
Em nota, a Prefeitura informou que o sistema está em modernização, com substituição de equipamentos por câmeras de maior tecnologia. Segundo o município, durante o período de transição, o acesso externo às imagens ficará temporariamente indisponível, mas o monitoramento interno segue funcionando normalmente.