Motociclista denuncia cárcere e agressões após ser confundido com traficante: ‘só falavam que eu ia morrer’

  • 20/10/2026
(Foto: Reprodução)
Motoboy colombiano diz que foi confundido com traficante e mantido em cativeiro durante 3 dias Um motociclista por aplicativo relata que foi confundido com um criminoso de uma facção rival em Brás de Pina, na Zona Norte do Rio, e mantido em cárcere por traficantes. Ele conta que foi agredido e ameaçado durante este período. O caso é investigado pela Polícia Civil e aconteceu na última sexta-feira (16). O homem, que é colombiano e mora na capital fluminense há três anos, contou que estava encerrando uma corrida na Rua Francisco Soren, na região do Quitungo, quando foi abordado por traficantes. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 RJ no WhatsApp Segundo a polícia, os criminosos teriam confundido o motociclista com um integrante de uma facção rival. Ele conta que foi agredido e levado para uma comunidade, onde permaneceu em cárcere por três dias. Em entrevista à TV Globo, o colombiano afirmou que só conseguiu ajuda na noite de domingo (18), após fugir do local e procurar apoio policial. Por segurança, a identidade da vítima não foi divulgada. “Naqueles três dias que eu fiquei lá, naquele cativeiro, eles não me alimentavam, não me davam água, não me davam comida, não me davam nada. Só me insultavam, só falavam que eu ia morrer, só falavam que eu tinha entrado na área que não era para ter entrado”, disse o motociclista. A vítima também relatou agressões físicas e psicológicas durante o período em que esteve presa. “Eles me bateram, me esculacharam. Era um quarto escuro, não tinha luz, não tinha nada. Eu estava amarrado em um pedaço de madeira no chão. Eu pedia para me liberar e eles falavam que não, que viria um chefe para falar comigo e decidir o que ia acontecer comigo”, contou. Homem conta que conseguiu fugir dos bandidos e depois pediu ajuda aos policiais Reprodução/ TV Globo Enquanto ele estava desaparecido, familiares fizeram campanhas em busca de informações sobre seu paradeiro. Os parentes também chegaram a pagar R$ 900 a um homem que entrou em contato por telefone exigindo dinheiro em troca da libertação do motociclista. Além do período em que ficou em cativeiro, o colombiano afirmou que teve a moto e o telefone levados pelos criminosos. “Minha moto e meu telefone eram meus instrumentos de trabalho. Eram as coisas que me permitiam levar sustento para minha casa. Agora estou sem nada. Não tenho telefone, não tenho moto. Eles tiraram tudo de mim”, afirmou. O caso é investigado pela 38ª DP (Brás de Pina).

FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2026/10/20/motociclista-denuncia-carcere-e-agressoes-apos-ser-confundido-com-traficante.ghtml


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